Entrevista concedida ao Colégio Dom Belchior, em Arcos ( MG)

 

" Querida Edith,

Precisamos de sua atenção para fazermos um trabalho do Colégio Dom Belchior,em Arcos( MG), a pedido da apostila da Rede Pitágoras juntamente com a professora Fabrícia da Luz Duarte. Este trabalho baseia-se numa entrevista com um grande escritor

.Por conhecemos a senhora e sabermos do seu excelente trabalho, gostaríamos de fazer essa entrevista com a senhora."



1- De onde você tira inspiração para escrever seus livros?

Eu olho para o mundo com "olhos de enxergar" e a minha inspiração vem de pessoas, lugares e acontecimentos variados.

2- As histórias de seus livros são ficção ou fatos reais?

Eu sempre me inspiro em pessoas e fatos reais e tempero tudo com fantasia e amor.

3- Você tem um momento certo para escrever seus livros?

Como trabalho em comunicação empresarial e sou a secretária do meu marido, Lauro, escrevo nas horas vagas.

4- Você gosta de pesquisar ou viver as histórias de seus livros?

Eu sempre pesquiso para escrever meus livros e, como neles conto aventuras vividas por jovens, raramente consigo vivê-las! (riso) Nas últimas férias, ensinei a meus netos mais velhos a pegarem ondas, como está no meu livro "Nas ondas do surfe". Eles ficaram muito admirados!

Também tentei andar um pouco de skate, como os personagens de "Manobra radical", mas não consegui!!! (riso)

5- Entre seus livros, qual é o seu preferido?

Pergunta difícil de responder. Geralmente é o último que escrevi. Foi uma história de amor entre um garoto índio e uma menina branca. O livro ainda não tem título (talvez seja "O dilema do índio Moirá") e fica pronto em julho ou agosto, próximos.

6-De onde você tirou a idéia de ser uma escritora?

Não sei. Esse sonho vem de quando eu era ainda bem pequena. Acho que foi porque sempre gostei muito de ler.

7- Quem te incentivou a escrever seu primeiro livro?

Foi o meu filho Renato que é dramaturgo (escritor de peças teatrais e de novelas) e trabalha para a Rede Globo. Ele me disse, há 5 anos: " Mãe, o que você está esperando pra tentar realizar o seu sonho de menina?" E eu pedi demissão de um dos empregos, afastei o medo e comecei a escrever.

8- Se você não fosse escritora, o que seria?

Eu seria professora e profissional em comunicação empresarial, como também sou.

9- Algum de seus filhos e netos pretende seguir o seu exemplo de ser um grande escritor?

Eu não me considero uma grande escritora, mas espero que meu filho Renato evolua na profissão e chegue lá.

 

 

"Sempre gostei muito de ler. E quando tenho uma idéia interessante, escrevo"

 

Entrevista concedida à Editora Ática

 

Fotografia: Luiz Carlos Modesto

 

 

Edith Modesto acalentou desde a infância o sonho de ser escritora, realizado com grande sucesso depois de criar sete filhos e lecionar em diversas universidades. "Sempre gostei muito de ler e escrever", afirma Edith.

E escrever livros de sucesso para os jovens é uma vocação da autora. Desde a estréia em 2000, com Nas ondas do surfe, ela só fez aumentar sua galeria de êxitos literários, como comprovam os títulos SOS Ararinha-azul e Manobra radical (da série "Vaga-Lume"), e Viagem ao centro do computador, Invasão alienígena, Os patrulheiros cibernéticos e Gol de placa (da coleção "Meu Computador").

Em O segredo dos índios, seu mais recente livro pela "Vaga-Lume", aparecem tradições e problemas da tribo Kariri-Xocó, que vive numa aldeia no estado de Alagoas. Temperando o enredo, a escritora descreve o romance juvenil de Moirá - que nasceu para ser o próximo cacique dos Kariri-Xocó - com Roseli, filha de um poderoso e truculento fazendeiro da região.

Na entrevista abaixo, Edith Modesto fala da pesquisa feita para compor O segredo dos índios, comenta a atividade de escritora de obras juvenis e revela a nova história em que está trabalhando.

 

Boletim Ática: Por que você elaborou um enredo sobre índios brasileiros num volume destinado aos jovens?

Edith Modesto: Pesquiso muito sobre as minorias de todo tipo. Uma notícia no jornal falando do grande número de suicídios de jovens índios me chamou a atenção para eles. Além disso, eu só gosto de escrever para jovens (de todas as idades).

Boletim Ática: Você teve de pesquisar muito sobre a tribo Kariri-Xocó?

Edith: Em primeiro lugar, tive de escolher entre dois tipos de índios brasileiros: o índio da Amazônia, que vive nas reservas, pintado e enfeitado com penas, ou o índio aculturado, aquele que nem parece mais ser índio.

A conselho de uma grande pesquisadora brasileira - a antropóloga e indigenista Clarice Novaes da Mota -, preferi escrever sobre os índios aculturados, os que despertam menos interesse na mídia. Entre eles, escolhi a tribo dos Kariri-Xocó, do município alagoano de Porto Real do Colégio. Tive de pesquisar muito; com a ajuda de bibliografias e informações de indigenistas e da própria tribo, foi possível ambientar com verossimilhança uma história de amor e muito suspense.

Boletim Ática: Como você avalia o grau de compreensão das questões indígenas pela população brasileira?

Edith: Infelizmente, a maior parte da população brasileira não convive bem com as diferenças, não respeita a cultura indígena e acha que todos os índios deveriam tornar-se brancos. Para completar, no agreste nordestino, há muitos conflitos por causa das terras reservadas aos índios. Essa foi uma das questões desenvolvidas em O segredo dos índios.

Boletim Ática: Depois de vários livros publicados para os jovens brasileiros, qual sua percepção desse segmento literário?

Edith: Gosto muito de escrever para os jovens e tento acompanhar o que lhes interessa. Atualmente, estou com dez livros publicados e mais de 90 mil vendidos em cinco anos.

Como em todos os segmentos, há os jovens que não gostam de ler. Mas, dentre os que gostam, eles me tratam com grande simpatia. Tenho sido convidada constantemente para conversar com meus leitores nas escolas, sou bem recebida e fico muito feliz por conhecê-los. Recebo muitos e-mails de leitores, comentando meus livros e dando idéias para novos.

Boletim Ática: Na atualidade, o que merece sua atenção?

Edith: Além de cuidar da minha família, trabalho na comercialização dos softwares de autoria do meu marido e leio muito. Sempre gostei muito de ler. E quando tenho uma idéia interessante, escrevo. Sempre gostei muito de escrever.

Boletim Ática: Projetos novos em andamento?

Edith: Depois de mais de um ano de pesquisa, estou escrevendo a história de dois irmãos - um garoto e uma garota - negros. Durante a pesquisa, viajei para Salvador, onde se passa parte da história. Adorei saber mais sobre a cultura afro-brasileira.


Fonte: http://www.atica.com.br/materias/?m=60

Entrevista concedida à Editora Larousse do Brasil

 

1 – Pela Editora Larousse do Brasil, você lançou os livros Em busca da Fama e Seqüestros Misteriosos. Os dois desenvolvem temáticas muito diferentes. Como você tem as idéias para escrever os livros?

Edith – Na minha opinião, as questões éticas são o grande tema dramático da literatura infanto-juvenil. Sendo assim, eu escrevo muito, por exemplo, sobre o respeito às minorias. Tiro as idéias de notícias de jornais, de revistas, do que vejo acontecer com as pessoas... E pesquiso muito sobre o assunto, antes de começar a escrever.


2 – Que tipo de pesquisa você fez para escrever Seqüestros Misteriosos?

Edith - Eu tentei aprender com os grandes mestres do suspense a técnica para escrever histórias de mistério. Também pesquisei o assunto principal do livro, que não posso revelar para não estragar a surpresa!

3- Qual é o grande atrativo do livro?

Edith – Na minha opinião, é o próprio enredo. Ele está muito coerente e sustenta o mistério até o final. Há livros de mistério que apresentam soluções finais inverossímeis, com o intuito de surpreender o leitor.

4 – Você acredita que o jovem brasileiro tem o hábito de ler? Que recursos os autores devem utilizar para prender a atenção desse leitor que prefere, muitas vezes, a televisão e o computador?

Edith – Como sempre foi, nem todos os jovens gostam de ler. Mas ler é um hábito que pode e deve ser aprendido e cultivado, como ouvir música. Desde que seja visto como um prazer. Nunca como obrigação. Eu acredito que o livro, a televisão e o computador tenham, cada um deles, o seu lugar e a sua importância.

5 – Você acredita que a Internet pode ser um meio para aproximar os jovens dos livros?

Edith – A Internet é um instrumento. Como tal, se bem usado, pode trazer vários benefícios. Inclusive o de incentivar o prazer de ler.

6 – Seqüestros Misteriosos é um livro de mistério e aventura. Escrever um livro desse gênero tem algum segredo especial?

Edith – Eu penso que os livros de mistério são muito atraentes, desde que seu enredo seja muito coerente e consigam surpreender o leitor. Sem dúvida, há uma certa técnica para que isso aconteça, mas nada de tão especial.

7- Você gosta de quais gêneros literários? É fã de algum escritor em especial?

Edith – Eu gosto de todos os gêneros literários. Adoro ler! Mas os livros de mistério me encantam particularmente. Gosto de todos os grandes autores do suspense, mas, em particular, da Aghata Christie. Eu tenho todos os livros dela!

8 – Você já tem algum outro projeto em andamento?

Edith – Depois de um ano de pesquisa sobre a cultura afro, estou terminando uma história de aventura e suspense com dois irmãos afro-descendentes. Esse livro se chamará “Um país de mil caras”.

Edith Modesto

 

Boletim Ática - Entrevista



1. Escreva um pouco sobre os seus principais interesses e o que merece sua atenção na atualidade

- Atualmente, além de cuidar da minha família, trabalho na comercialização dos softwares de autoria do meu marido e leio muito. Sempre gostei muito de ler. E quando tenho uma idéia interessante, escrevo. Sempre gostei muito de escrever.


2. Por que elaborou um enredo sobre índios brasileiros em um volume destinado aos jovens?

- Eu pesquiso muito sobre as minorias de todo tipo. Uma notícia no jornal falando do grande número de suicídios de jovens índios me chamou a atenção para eles. E eu só gosto de escrever para jovens (de todas as idades).

3. Você teve que pesquisar muito sobre a tribo Kariri-Xocó?

- Em primeiro lugar, eu tive de escolher entre dois tipos de índios brasileiros. O índio da Amazônia, por exemplo, que vive nas reservas, pintado e enfeitado com penas, ou o índio aculturado, aquele que nem parece mais ser índio. A conselho de uma grande pesquisadora brasileira – a antropóloga e indigenista Dra. Clarice Novaes da Mota –, que conheci pela Internet, preferi escrever sobre os índios aculturados, os que menos interesse despertam na mídia.

Entre eles, escolhi a tribo dos Kariri-Xocó, do município alagoano de Porto Real do Colégio. Tive de pesquisar muito, mas, com a ajuda de bibliografias e informações de indigenistas e da própria tribo, me foi possível ambientar com verossimilhança uma história de amor e muito suspense.

4. Como você avalia o grau de compreensão das questões indígenas pela população brasileira?

- Infelizmente, a maior parte da população brasileira não convive bem com as diferenças, portanto não respeita a cultura indígena e acha que todos os índios deveriam tornar-se brancos. Para completar, no agreste nordestino, há muitos conflitos por causa das terras reservadas aos índios. Essa foi uma das questões desenvolvidas em “O segredo dos índios”.

5. Depois de vários livros publicados para os jovens leitores, qual sua percepção desse segmento literário?

- Eu gosto muito de escrever para os jovens e tento acompanhar, na medida do possível, o que lhes interessa. Atualmente, estou com 10 livros publicados e mais de 90 mil livros vendidos em cinco anos.

Como em todos os segmentos, há os jovens que não gostam de ler. Mas, dentre os que gostam, eles me tratam com grande simpatia.Tenho sido convidada constantemente para conversar com meus leitores nas escolas, sou muito bem recebida e fico muito feliz por onhece-los. Além disso, recebo muitos e-mails de leitores, comentando sobre meus livros e dando idéias para novos.

6. Projetos novos em andamento?

- Depois de mais de um ano de pesquisa, estou escrevendo a história de dois irmãos, um garoto e uma garota, negros. Durante a pesquisa, viajei inclusive para Salvador, onde se passa parte da história. Adorei saber mais sobre a cultura afro-brasileira!